E irmos ver os filmes do Studio Ghibli na noite cerrada, enquanto me encosto no teu doce ombro?
E irmos assistir em cumplicidade silenciosa noites de poesia num bar no Cais?
E irmos por aí de mão dada perdidos por Benfica, debaixo de uma noite estrelada?
E irmos no teu carro rindo despreocupadamente ao som dos Blues e Baladas de outras épocas - épocas em que talvez as nossas almas se sentissem mais confortadas?
E irmos loucamente andando pelas dunas a caminho do mar, beijando sem fim?
E irmos ao Pingo Doce como da primeira vez e jogarmos às escondidas?
E irmos ao cinema duas vezes por semana: uma para devorar pipocas e consumir entretenimento e outra para sermos nós próprios a estreia um do outro?
E irmos ouvir The Smiths numa viagem aos cenários bucólicos chuvosos?
E irmos beber até que o riso transborde e acabemos numa loja de tatuagens?
E irmos aleatoriamente a uma clareira de mal-me-queres e dançarmos simbioticamente com os raios de sol que penetram na nossa pele?
E irmos apanhar um comboio, só porque o queremos apanhar e acabarmos num motel no meio duma estrada que levará a algures, mas nada importa: só o momento em que nos deleitaremos?
E irmos ao Japão de visita e acidentalmente lá ficarmos perdidos no meio dos templos, dos animes, dos arrozais e das árvores de cerejeira?
E irmos à neve e eu parar o carro à berma, arrastar-te pela mão e o braço para a manta branca que pelos nossos pés se estende?
E irmos de mala às costas pela América do Sul e em cada cascata que passemos, consumarmos o nosso fulgor?
E irmos para debaixo dos cobertores e almofadas depois de chegares do trabalho, aninhando na infinidade dos momentos?
E irmos, simplesmente? E irmos?
sexta-feira, 17 de março de 2017
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Inquieta
Inquieta com a confluência de confusos sentimentos que trazes em mim
Inquieta com a inquietude que assombra tudo o que à nossa volta está
E com a quietude que por vezes também espreita
Desinquietas-me por te inquietar e por não te inquietares
Deixa-me que te desinquiete
Esta passagem a que chamam vida é melhor assim.
Por isso, vem. Dá-me a mão. Inquietemo-nos na quietude de todos os momentos que por vir estão.
Inquieta com a inquietude que assombra tudo o que à nossa volta está
E com a quietude que por vezes também espreita
Desinquietas-me por te inquietar e por não te inquietares
Deixa-me que te desinquiete
Esta passagem a que chamam vida é melhor assim.
Por isso, vem. Dá-me a mão. Inquietemo-nos na quietude de todos os momentos que por vir estão.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Ir ao Baú
O meu momento eterno
Há certos momentos na vida em que não sabemos por onde iremos envergar ou o que estaremos a fazer futuramente. E há momentos na vida em que nunca tivemos tanta certeza como antes. O meu momento… Esse tem vindo a criar-se. Nunca completamente estabelecido ou definido, não pude afirmar com confiança que ele de facto iria chegar e que iria ser de certa maneira. Contudo, hoje foi o dia, em que numa breve instância de pensamento, de reflexões, memórias, sentimentos e inspirações, me levantei e abandonei aquilo que estava a fazer, para poder afirmar com glória e com plena alegria que nesse momento tive a certeza que te amo intemporalmente. Amo-te além do passado, além do presente que agora desfrutamos e além do futuro ainda por vir. Amo-te de tal forma, que previamente e posteriormente à minha existência, esse amor permaneceu e permanecerá. Pois aquilo que um dia existiu e viveu com tanta intensidade, com tanta verdade; não morre aos olhos do mundo. Não passa despercebido. Por cada lugar que passo e pelo qual passar, deixo e deixarei um rasto do meu amor por ti. Contigo, se a nós nos permitires, gerarei frutos do nosso amor. Farei-os crescer, prevalecer… Em cada trecho de escrita, estarás lá presente. Em cada ação minha, ter-te-ei em conta. Farei questão de espalhar, de contar a tudo e a todos que tal amor tão grande - atrevo-me a dizer, de dimensão transhistórica - existe e nunca morrerá.
Amo-te intemporalmente. És o meu momento eterno.
Há certos momentos na vida em que não sabemos por onde iremos envergar ou o que estaremos a fazer futuramente. E há momentos na vida em que nunca tivemos tanta certeza como antes. O meu momento… Esse tem vindo a criar-se. Nunca completamente estabelecido ou definido, não pude afirmar com confiança que ele de facto iria chegar e que iria ser de certa maneira. Contudo, hoje foi o dia, em que numa breve instância de pensamento, de reflexões, memórias, sentimentos e inspirações, me levantei e abandonei aquilo que estava a fazer, para poder afirmar com glória e com plena alegria que nesse momento tive a certeza que te amo intemporalmente. Amo-te além do passado, além do presente que agora desfrutamos e além do futuro ainda por vir. Amo-te de tal forma, que previamente e posteriormente à minha existência, esse amor permaneceu e permanecerá. Pois aquilo que um dia existiu e viveu com tanta intensidade, com tanta verdade; não morre aos olhos do mundo. Não passa despercebido. Por cada lugar que passo e pelo qual passar, deixo e deixarei um rasto do meu amor por ti. Contigo, se a nós nos permitires, gerarei frutos do nosso amor. Farei-os crescer, prevalecer… Em cada trecho de escrita, estarás lá presente. Em cada ação minha, ter-te-ei em conta. Farei questão de espalhar, de contar a tudo e a todos que tal amor tão grande - atrevo-me a dizer, de dimensão transhistórica - existe e nunca morrerá.
Amo-te intemporalmente. És o meu momento eterno.
Escrito a 29/10/2014.
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E não é que era verdade?!
sábado, 3 de dezembro de 2016
We will meet again, they say
Maybe in a day not so far away
I imagine it being on a bookstore
Or perhaps in a music vintage coffee shop
And we will look at each other with peace in our hearts
For we will know we both endured new starts
We will be changed
But our love and longing will rise from the depths it had been hiding
And in a timeless hug, we unite once again
Letting all the books and CDs fall in their past time
Where they belonged
As well as what we once felt for each other
But without the things in which the relationship wronged
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Nostalgia
A vida é mais bonita do outro lado do rio.
Faz-me um poema com este verso
Atravessa-me a nado
Mergulha-te por um itinerário disperso
Estrofe atrás de estrofe
Explora este triste fado
Escoa-me para o outro lado
Onde este coração não sofre
Onde não existe inverno.
Faz-me um poema com este verso
Atravessa-me a nado
Mergulha-te por um itinerário disperso
Estrofe atrás de estrofe
Explora este triste fado
Escoa-me para o outro lado
Onde este coração não sofre
Onde não existe inverno.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Almando
Eu gosto muito da palavra "alma". Quase que nem soa a palavra. Soa a algo etéreo, alado, amoroso, carente, sensível... Em quase todos os meus poemas a refiro. A alma é linda. É para ser amada. Mas juro a pés juntos, com todo o meu ser, que não conheci alma que merecesse mais ser amada e acalentada que a dele. De espírito corrompido, ele tenta reerguer-se e ser feliz. Ser real. E eu quero tanto estar do outro lado da estrada com ele, de mãos dadas e de almas dadas, a ajudá-lo.
Eu não sei que espécie de vontade e sentimento são estes, pois nunca os senti... Contudo, acolho-os com todo o carinho. Também a esta vontade dou a mão e deixo-a percorrer os mais recônditos cantinhos de mim.
Eu não sei que espécie de vontade e sentimento são estes, pois nunca os senti... Contudo, acolho-os com todo o carinho. Também a esta vontade dou a mão e deixo-a percorrer os mais recônditos cantinhos de mim.
Acróstico musical
A melodia que da tua alma sai
Nada pelo meu corpo como um arrepio
Apanha-me completamente desprevenida e
Momentâneos segundos sinto-me em sintonia contigo
Estamos como um só numa música que é só nossa
Somos energias flutuantes, dançantes, amantes
Trememos com um toque
Registamo-nos um no outro
Enquanto o meu coração abraça o teu devagarinho
Mandas o tempo parar apenas com as tuas mãos
Incrivelmente, ele cede e o mundo deixa de existir
Gastamos essas frações de momento
Unidos
Em almas desmesuradamente
Luxuriantes
Foi nesta noite e neste dia que
O meu ser deixou de obedecer às leis da razão
Ri-me, despreocupadamente nervosa
Mas afinal que sentimento poderoso é este?
Intrinsecamente esculpido dentro de mim
Golpeada fui, sem volta a dar
A manhã nasceu e dei por mim a te amar
Nada pelo meu corpo como um arrepio
Apanha-me completamente desprevenida e
Momentâneos segundos sinto-me em sintonia contigo
Estamos como um só numa música que é só nossa
Somos energias flutuantes, dançantes, amantes
Trememos com um toque
Registamo-nos um no outro
Enquanto o meu coração abraça o teu devagarinho
Mandas o tempo parar apenas com as tuas mãos
Incrivelmente, ele cede e o mundo deixa de existir
Gastamos essas frações de momento
Unidos
Em almas desmesuradamente
Luxuriantes
Foi nesta noite e neste dia que
O meu ser deixou de obedecer às leis da razão
Ri-me, despreocupadamente nervosa
Mas afinal que sentimento poderoso é este?
Intrinsecamente esculpido dentro de mim
Golpeada fui, sem volta a dar
A manhã nasceu e dei por mim a te amar
domingo, 22 de maio de 2016
Prazer em conhecer-te
Dança coreografada pelo momento repentino
Nascido dos nossos corpos unidos
Em constante movimento
Num enlaçar que é só deles
Duas mãos a amarem-me veemente
Elas levam-me a viajar pelos caminhos traçados
Dos sopros que deixas escapar
E que pelas minhas costas escorregam
O mundo viu-nos a primeira vez assim
E nós vimos-nos verdadeiramente da mesma forma
Conhecendo as realidades ilusórias e as verdades nuas
Escorre uma lágrima, chega um sorriso, termina num abraço
Olá, esta sou eu. Olá, este sou eu.
E nós amámos-nos na infinidade daquele instante.
Nascido dos nossos corpos unidos
Em constante movimento
Num enlaçar que é só deles
Duas mãos a amarem-me veemente
Elas levam-me a viajar pelos caminhos traçados
Dos sopros que deixas escapar
E que pelas minhas costas escorregam
O mundo viu-nos a primeira vez assim
E nós vimos-nos verdadeiramente da mesma forma
Conhecendo as realidades ilusórias e as verdades nuas
Escorre uma lágrima, chega um sorriso, termina num abraço
Olá, esta sou eu. Olá, este sou eu.
E nós amámos-nos na infinidade daquele instante.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Este é para ti.
Fomos ver o mar e voltámos
O sol entrou em nós e irradiou
Com ricochete brilhámos mais fortemente
Soltei o cabelo despreocupadamente
Para ele ir dançando com o vento
Que afagava cada fio que percorria.
Fomos ver as flores e voltámos
O cheiro a pólen ficou em nós
Cada um, na sua algibeira, carregou um pouquinho de felicidade portátilE no meu colo, impulsivamente, descansaste os problemas da vida
E os aromas relembraram-nos… A Primavera chegou!
Em brincadeiras tontas, ingénuas e à nossa maneira
Mergulhámos em jeito de queda na água dos patos
Rindo como se não houvesse mais nada que aquele momento
Por segundos, esquecemos que nos tínhamos encharcado
Ainda assim, fomos por aí pingando, sorridentemente.
Fomos ver um ao outro, mas não voltámos
Duas almas que se descobriram
E que adicionaram algo uma à outra
Ups…
Foi sem querer!
PS: A culpa é do sofá.
Pinto-te
Pintas-me dançando nas nuvens
O cabelo preto esvoaça pela inocência do azul
Esfumas a minha essência pelos céus fora
Invejoso de tão jocosa existência minha
Pintas-te a meu lado
E ambos rodopiamos ao som da brisa que corre
Entre gargalhadas tímidas fazemos uma vénia
Continuando a passear itinerário fora
No horizonte um velhote ouve risos distantes
Carícias trocadas sem malícia
Juventude e mãos que se entrelaçam
Laços que na história ficam
Oh! – suspira ela
Pinta-me mais… Salpica um arco-íris em mim
E vem viver comigo neste quadro tão bonito, delicado, feliz
Que para mim te tanto dedicaste a fazer
Ah! – rejeita ele.
Mas minha querida… Apenas tu poderás habitar tal cenário
Eu sou só mero caminhante que, de vez em quando, passeia contigo
Por aí, despreocupado, sorridente, cedendo a teus desejos
Ainda tenho de aprender a pintar-me permanentemente contigo
Embora consiga contemplar esse paraíso
Por enquanto, sou servo da realidade
O cabelo preto esvoaça pela inocência do azul
Esfumas a minha essência pelos céus fora
Invejoso de tão jocosa existência minha
Pintas-te a meu lado
E ambos rodopiamos ao som da brisa que corre
Entre gargalhadas tímidas fazemos uma vénia
Continuando a passear itinerário fora
No horizonte um velhote ouve risos distantes
Carícias trocadas sem malícia
Juventude e mãos que se entrelaçam
Laços que na história ficam
Oh! – suspira ela
Pinta-me mais… Salpica um arco-íris em mim
E vem viver comigo neste quadro tão bonito, delicado, feliz
Que para mim te tanto dedicaste a fazer
Ah! – rejeita ele.
Mas minha querida… Apenas tu poderás habitar tal cenário
Eu sou só mero caminhante que, de vez em quando, passeia contigo
Por aí, despreocupado, sorridente, cedendo a teus desejos
Ainda tenho de aprender a pintar-me permanentemente contigo
Embora consiga contemplar esse paraíso
Por enquanto, sou servo da realidade
quinta-feira, 17 de março de 2016
Quem corre por gosto, não cansa
Pela tua doce face escorrem
As lágrimas que juraste que nunca costumam escorrer
E eu amo-as.
Amo as tuas lágrimas como se fossem minhas. Porque sinto-as.
Um beijo nesta lágrima, um carinho com a minha mão noutra que está a cair.
É isso. É isto. Amo as tuas lágrimas, amo a tua dor, amo a tua parte menos positiva; porque elas também são tu. Elas também já foram eu. E por isso, estou aqui. Estarei aqui.
segunda-feira, 14 de março de 2016
To Embrace
Existências vãs consequência de
Olhares mal compreendidos
Na sua vulnerabilidade pura
Um aperto perpetuador
Reside na essência do seu ser
De quem não foi ouvido, de quem não consegue viver
Nuvens pesadas atormentam-no
A cada segundo da sua permanência
Neste impiedoso mundo.
A cada fôlego que tenta inspirar
Dióxidos de carbono carregados de incerteza, negrume, desilusão
Violam-lhe os pulmões
Flui pela sua corrente sanguínea
Essa substância tóxica
Que não o deixa ser
Que não o deixa resplandescer
Quebra as correntes dos traumas que te pesam
Derruba os muros das existências que já passaram
E que não voltarão
Deixa-te respirar.
Respira fundo.
Sai do poço.
Dissolve as nuvens.
Espanca os medos.
Abraça o mundo.
Abraça a vida.
Acima de tudo:
Abraça-te.
![]() |
| Feito por mim. 14/03/2016 |
sexta-feira, 11 de março de 2016
27 de Julho de 2013
Tira-me as palavras que eu gosto
Sela o meu pensamento com um último beijo teu
E segura forte este momento
Em que nada resta na minha mente
A não ser a melodiosa imagem tua
A tocar guitarra despreocupado de todo o mal que te persegue
E eu dançando descalça na relva, ao sol
Oh! Calma! Tudo se resolverá!
Não deixes medos bobos apoderarem-se do teu ser
Apenas continua a tirar-me as palavras
Com um simples misterioso olhar teu
E tudo de novo parecerá como naquela tarde
Em que eu balançava e rodopiava
Ao som da magia que saía das tuas mãos.
Sela o meu pensamento com um último beijo teu
E segura forte este momento
Em que nada resta na minha mente
A não ser a melodiosa imagem tua
A tocar guitarra despreocupado de todo o mal que te persegue
E eu dançando descalça na relva, ao sol
Oh! Calma! Tudo se resolverá!
Não deixes medos bobos apoderarem-se do teu ser
Apenas continua a tirar-me as palavras
Com um simples misterioso olhar teu
E tudo de novo parecerá como naquela tarde
Em que eu balançava e rodopiava
Ao som da magia que saía das tuas mãos.
Para Valdemar.
(des)intoxiquemo-nos
https://www.youtube.com/watch?v=8i9vEBWnu9I

Observo-te na tua mais pura essência
Escalo-te o ser
Caio e em jeito de dança fluímos
Quero-te aqui, quero-te perto
Mas cegamente alimentamo-nos desta droga
Potencialmente perigosa
Que ao acharmos que nos aproxima
Só nos afasta
Contudo... Extasiados dependentes
Nem queremos saber de possíveis consequências
O mundo é nosso
E flutuamos nesta espécie de obsessão
Até que,
A realidade chamou. Os danos foram feitos. Errei, errei, errei. Perdoa-me.
Deixa-me continuar a fazer do teu corpo arte.
Desejo ser o pincel para a tela que és.
Onde estás? Onde vais?
Será que mergulhámos demasiado fundo
E te afogaste?
NÃO.
Volta. Renasce. Ressuscita em mim. Fisicamente e moralmente, nada mais importa.
Embora a razão me diga o contrário, a abstinência de ti descontrola-me.

Eu não te queria magoar. [6:53]. Eu amo-te.
Talvez não da maneira mais certa... Mas da maneira que eu sei.
E tudo volta ao mesmo. Acordamos mais uma vez. A lou(cura). Quero recomeçar.
Desatemos os nós que criámos erroneamente no fogo da paixão inepensada.
E assim apenas restaremos nós. Tu. Eu.
E o amor Cru. Nu. Puro.

Observo-te na tua mais pura essência
Escalo-te o ser
Caio e em jeito de dança fluímos
Quero-te aqui, quero-te perto
Mas cegamente alimentamo-nos desta droga
Potencialmente perigosa
Que ao acharmos que nos aproxima
Só nos afasta
Contudo... Extasiados dependentes
Nem queremos saber de possíveis consequências
O mundo é nosso
E flutuamos nesta espécie de obsessão
Até que,
A realidade chamou. Os danos foram feitos. Errei, errei, errei. Perdoa-me.
Deixa-me continuar a fazer do teu corpo arte.
Desejo ser o pincel para a tela que és.
Onde estás? Onde vais?
Será que mergulhámos demasiado fundo
E te afogaste?
NÃO.
Volta. Renasce. Ressuscita em mim. Fisicamente e moralmente, nada mais importa.
Embora a razão me diga o contrário, a abstinência de ti descontrola-me.

Eu não te queria magoar. [6:53]. Eu amo-te.
Talvez não da maneira mais certa... Mas da maneira que eu sei.
E tudo volta ao mesmo. Acordamos mais uma vez. A lou(cura). Quero recomeçar.
Desatemos os nós que criámos erroneamente no fogo da paixão inepensada.E assim apenas restaremos nós. Tu. Eu.
E o amor Cru. Nu. Puro.
quarta-feira, 9 de março de 2016
08/03/2016
Tardes de sol e música que ascende
Jogos onde perdura a infância
Misturados com a não-tão-ingénua
Característica meio fingida
De que ti um selar almejo
Selar de beijo
Selar de medos
Confrontados, afastados, ensinados.
We decide consciently to embrace our desires, not letting them to take control over us. As we walk carefully and joyfully this path, suddenly we realize that we have been lost in laughs and hugs, but still aware that I am Me and You are You.
Haverá maneira mais bonita de co-relacionar-se com alguém?
Jogos onde perdura a infância
Misturados com a não-tão-ingénua
Característica meio fingida
De que ti um selar almejo
Selar de beijo
Selar de medos
Confrontados, afastados, ensinados.
We decide consciently to embrace our desires, not letting them to take control over us. As we walk carefully and joyfully this path, suddenly we realize that we have been lost in laughs and hugs, but still aware that I am Me and You are You.
Haverá maneira mais bonita de co-relacionar-se com alguém?
sexta-feira, 4 de março de 2016
Ébrias horas Pt. II
Que sensações levam-te à loucura?
Que significados têm as tuas subtilezas?
Que força superior te deu esse charme carismático,
De quem a qualquer um encanta,
Só com um sorriso de esguelha?
Quem te levou a ser quem tu és?
Quem és tu? E quem sou eu?
Ah, só nos sabemos pela vida o que descobriremos
Aquilo a que nos submeteremos
Aquilo a que evoluirmos
Será temporariamente o fôlego de um sopro nosso
Que pela eternidade não durará
A vida é feita de momentos
Momentos, nem todos racionalizados
É aí que reside a loucura
A felicidade
O amor doido
Reside-nos inerentemente o impulso de sermos fugazes
Deixa que esse fogo breve te domine
Por uns segundos
E verás que a vida não te decepcionará
Nem que seja por esse milésimo de segundo
Em que dois corações se encontrarão
Timidamente já em sintonização
Ébrias horas
Sinto ondas de emoção
Que me assoberbam de tal maneira
Que não há forma de as acalmar
Não quero que te preocupes
Não quero que te reprimas
Abre-te à vida
Abre-te ao que ela te pode oferecer
As tuas inseguranças não te dominam
Os teus medos são só ilusões
O dono de ti és tu
Diz-me, por favor, diretamente
Aquilo que te vai no coração
Sem sobre-pensar no assunto
A vida também é feita de impulsos
E frases ditas sem querer
Mas que na verdade querem ser ditas
Diz-me o que vai na alma
Do que tens medo, de quem te partiu o coração
Eu oiço com atenção
E dou-te toda a guarida
Que nunca pensaste receber
Sim, eu sou plena por mim mesma
Não quer dizer que tu não me faças falta
Vejo-te como ninguém vê
Quero-te como ninguém te quer
Sou índole vagueante pelas ruas do mundo
Que ao acaso se cruzou com a tua
Quais as coincidências de duas tão semelhantes e diferentes ao mesmo tempo
Se sintonizarem em tão pouco tempo?
Que estranho sentimento é este que me vem à garganta
Uma espécie de grito sufocado
Pelo aperto saudouso
Do teu abraço
Tão longamente desejado
Que um dia um beijo nosso
Seja toda a explosão de amores
Que alguma vez idealizei
É o meu sonho
Um sonho irreal
Um sonho sonhado
Por quem anda pela vida
À espera de ser encontrado
domingo, 28 de fevereiro de 2016
É uma questão de sobrevivência
Hoje vou-me afogar em música
Para não me afogar nos espaços conceptuais em branco que deixaste em mim.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Corrente de pensamentos espontâneos (produto de debates estimulantes)
3 WAVES
What makes shadows different from the waves from a cat walking through the city?
And subjects like sex and violence are keywords to spontaneous metaphores.
Are psychological ideas only images of reflections?
Awareness and senses combined endanger our stories. We clash. We are being robbed.
Improvised faces, explicit souls.
Freedom is a social construction. They inject the longing for independence in our minds.
We struggle. We beat and are beaten. This is all an artistic way of exposing shadows.
Abandon the masses and try to discover your own self in this mercyless world.
This is a new dawn.
We still fail to perceive the major importance of being.
That's the thing about shadows: it's about real people and real life.
Think of human condition, think about the ways we are objetified.
It's a vicious circle. They don't seem to find a way. Failed characters become independent successful humans. We study them. We are them.
Rain pores above us all. But for some, the rain is heavier. This weight we carry is a benefit. It grows us.
There's a connection between everything. We wander around desperate for an answer. We crawl a path of undesired love. We use jazz. We use improvisation. References to death. Our whole life we go through volatile periods. The world is in crisis. We are in crisis.
There's a million voices inside our heads and all around us. Which one do we follow?
This is all a question of identity.
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