É inevitável: eu amo mais aos outros que a mim própria.
Numa tentativa de me afastar duma pessoa possivelmente tóxica para mim e para a minha felicidade, sou confrontada com um desejo profundo de a ajudar, de a auxiliar, de a reamar. Sou mares de carinho e de esperanças forçosamente renovadas. Sou espelho de almas quebradas, enfermeira voluntária dos seus cacos. Sou auto-doação de apoio, ombro. Talvez por tantas vezes ter caminhado à deriva perdida, por também eu própria ser imperfeita e quebrada... Talvez seja por isso que em mim reside uma necessidade melancólica de a todos amar.
Contudo (!) deparo-me com a existência de reações e comentários alheios, muitas vezes mal-vindos. Se calhar devia saber o meu lugar, conhecer a minha posição. Não interferir na maneira como a vida decorre e deixar cada coisa e cada qual em seu sítio. Não é a minha natureza, no entanto. Nasci para sentir tudo fortemente. Inclusive e principalmente o amor. E eu amo-te.
O meu maior desejo é a tua felicidade. A minha maior esperança é que decidas ajudar-te e que faças escolhas saudáveis para ti. O meu pedido aos ventos é que eles te tragam de novo para os meus braços. E que as nossas mãos voltem novamente a dançar harmoniosamente acompanhadas da doce melodia dos nossos risos.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Solidão desmedida
Foste para Londres. Foste para Longe.
Sou apanhada de rompante, chocada, conturbada. Sou avisada sem carinho, sem alento, sem tento.
Sou um mero acaso, um pedaço de coisa insignificante. Especial e chegada sem o ser. Fui recosto, porto de abrigo. Fui fonte de abraços, de amor, apoio incondicional. Beijos calorosos, sorrisos confortáveis e gargalhadas leves. Fui espelho de alma, fui tudo. Ao meu ver, fui-te tudo.
Sem sombra de dúvida, sou das quem mais te quer, das quem mais te ama. Sou tua irmã, tua mãe, tu amiga sem fronteiras. O meu coração e admiração por ti se expandiram mil vezes.
[MAS]
São frequentes ilusões e sonhos imaginários os cenários e sentimentos que construímos nas nossas cabeças. Sobre ti e por ti sonhei e acreditei. Amei-te e preocupei-me. Por ti, vivi. Por ti, não morri.
Longe voou o tempo em que me abrias os braços. Talvez nunca tenha existido de verdade. Talvez eu tenha sido uma distracção, uma conformidade, um "dá-jeito". Talvez... Talvez... Talvez...
Sou apanhada de rompante, chocada, conturbada. Sou avisada sem carinho, sem alento, sem tento.
Sou um mero acaso, um pedaço de coisa insignificante. Especial e chegada sem o ser. Fui recosto, porto de abrigo. Fui fonte de abraços, de amor, apoio incondicional. Beijos calorosos, sorrisos confortáveis e gargalhadas leves. Fui espelho de alma, fui tudo. Ao meu ver, fui-te tudo.
Sem sombra de dúvida, sou das quem mais te quer, das quem mais te ama. Sou tua irmã, tua mãe, tu amiga sem fronteiras. O meu coração e admiração por ti se expandiram mil vezes.
[MAS]
São frequentes ilusões e sonhos imaginários os cenários e sentimentos que construímos nas nossas cabeças. Sobre ti e por ti sonhei e acreditei. Amei-te e preocupei-me. Por ti, vivi. Por ti, não morri.
Longe voou o tempo em que me abrias os braços. Talvez nunca tenha existido de verdade. Talvez eu tenha sido uma distracção, uma conformidade, um "dá-jeito". Talvez... Talvez... Talvez...
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