Dança coreografada pelo momento repentino
Nascido dos nossos corpos unidos
Em constante movimento
Num enlaçar que é só deles
Duas mãos a amarem-me veemente
Elas levam-me a viajar pelos caminhos traçados
Dos sopros que deixas escapar
E que pelas minhas costas escorregam
O mundo viu-nos a primeira vez assim
E nós vimos-nos verdadeiramente da mesma forma
Conhecendo as realidades ilusórias e as verdades nuas
Escorre uma lágrima, chega um sorriso, termina num abraço
Olá, esta sou eu. Olá, este sou eu.
E nós amámos-nos na infinidade daquele instante.

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