Existências vãs consequência de
Olhares mal compreendidos
Na sua vulnerabilidade pura
Um aperto perpetuador
Reside na essência do seu ser
De quem não foi ouvido, de quem não consegue viver
Nuvens pesadas atormentam-no
A cada segundo da sua permanência
Neste impiedoso mundo.
A cada fôlego que tenta inspirar
Dióxidos de carbono carregados de incerteza, negrume, desilusão
Violam-lhe os pulmões
Flui pela sua corrente sanguínea
Essa substância tóxica
Que não o deixa ser
Que não o deixa resplandescer
Quebra as correntes dos traumas que te pesam
Derruba os muros das existências que já passaram
E que não voltarão
Deixa-te respirar.
Respira fundo.
Sai do poço.
Dissolve as nuvens.
Espanca os medos.
Abraça o mundo.
Abraça a vida.
Acima de tudo:
Abraça-te.
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| Feito por mim. 14/03/2016 |

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