sexta-feira, 4 de março de 2016

Ébrias horas

Sinto ondas de emoção 
Que me assoberbam de tal maneira 
Que não há forma de as acalmar 

Não quero que te preocupes 
Não quero que te reprimas
Abre-te à vida 
Abre-te ao que ela te pode oferecer 
As tuas inseguranças não te dominam 
Os teus medos são só ilusões 
O dono de ti és tu 

Diz-me, por favor, diretamente 
Aquilo que te vai no coração 
Sem sobre-pensar no assunto 
A vida também é feita de impulsos 
E frases ditas sem querer 
Mas que na verdade querem ser ditas 

Diz-me o que vai na alma 
Do que tens medo, de quem te partiu o coração 
Eu oiço com atenção 
E dou-te toda a guarida 
Que nunca pensaste receber 

Sim, eu sou plena por mim mesma 
Não quer dizer que tu não me faças falta 
Vejo-te como ninguém vê 
Quero-te como ninguém te quer 

Sou índole vagueante pelas ruas do mundo 
Que ao acaso se cruzou com a tua 
Quais as coincidências de duas tão semelhantes e diferentes ao mesmo tempo 
Se sintonizarem em tão pouco tempo? 

Que estranho sentimento é este que me vem à garganta 
Uma espécie de grito sufocado 
Pelo aperto saudouso 
Do teu abraço 
Tão longamente desejado 
Que um dia um beijo nosso 
Seja toda a explosão de amores 
Que alguma vez idealizei 

É o meu sonho 
Um sonho irreal 
Um sonho sonhado 
Por quem anda pela vida 
À espera de ser encontrado

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