Que me assoberbam de tal maneira
Que não há forma de as acalmar
Não quero que te preocupes
Não quero que te reprimas
Abre-te à vida
Abre-te ao que ela te pode oferecer
As tuas inseguranças não te dominam
Os teus medos são só ilusões
O dono de ti és tu
Diz-me, por favor, diretamente
Aquilo que te vai no coração
Sem sobre-pensar no assunto
A vida também é feita de impulsos
E frases ditas sem querer
Mas que na verdade querem ser ditas
Diz-me o que vai na alma
Do que tens medo, de quem te partiu o coração
Eu oiço com atenção
E dou-te toda a guarida
Que nunca pensaste receber
Sim, eu sou plena por mim mesma
Não quer dizer que tu não me faças falta
Vejo-te como ninguém vê
Quero-te como ninguém te quer
Sou índole vagueante pelas ruas do mundo
Que ao acaso se cruzou com a tua
Quais as coincidências de duas tão semelhantes e diferentes ao mesmo tempo
Se sintonizarem em tão pouco tempo?
Que estranho sentimento é este que me vem à garganta
Uma espécie de grito sufocado
Pelo aperto saudouso
Do teu abraço
Tão longamente desejado
Que um dia um beijo nosso
Seja toda a explosão de amores
Que alguma vez idealizei
É o meu sonho
Um sonho irreal
Um sonho sonhado
Por quem anda pela vida
À espera de ser encontrado
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