domingo, 31 de janeiro de 2016

A.M.

Estou aqui longe
E sinto saudade
Mesmo que perto estivesse
Ela não desapareceria

Dentro de mim há uma confusão
Milhões de códigos indecifráveis
Turbilhão de emoções descontroladas

Pairava o teu aroma no ar, pela manhã
E a única certeza com que consegui ficar durante o dia todo
Foi que nos teus braços queria estar

Serão formas de carência?
Será que me estou a perder no teu mar?

Eu não sei. Só sei que cada vez que me beijas, beijas-me como quem quer amar.

Que maneira mais linda existirá de renascer? Por favor, vem-te perder no meu ser.

(Serra da Estrela, 30 de Janeiro de 2016)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Urgência poética

Mas meu querido, eu sou todos os tipos de profundo
Se pudesse escrevia poesia em todas as partes do teu corpo com a minha boca
E enquanto a tua alma flutuaria pelos recantos dos doces murmúrios que gemo
O meu espírito elevaria-se aos céus negando a existência de outra poesia tão forte quanto a nossa

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pequeno apontamento sobre 2015/2016



Ano de mudanças
Rupturas, reencontros
Ano de perdidas esperanças
Tempo de novas andanças
Aproximam-se novas danças
Por mim interpretadas
Em novos itinerários
Onde me reencontrarei
Livre, solta, feliz
Cheia de renovadas confianças
Tudo não passará duma má lembrança
Agora sigo com segurança



sábado, 5 de dezembro de 2015

Delícias convergentes

Estava escuro e tu fizeste poesia em mim
No selar de um beijo trocámos impressões, histórias, recordações
A noite teve um desenrolar que culminou naquele fim
Manchámo-nos mutuamente de desejadas emoções

Impulsos em horas ébrias
Imagens enevoadas pela bebida e gargalhadas
Toda eu me tornei desinibida
Aos murmúrios que secretamente me sussurravas
Todo tu te tornaste inconscientemente consciente

São de momentos impulsivos de que a vida é feita
São de noites surreais que saímos surpreendidos
Eu saí plenamente satisfeita, pois...
Rebobinámos tensões e daí saímos renascidos

A delícia do teu suave escorregar pela minha boca
Permaneceu nos confins do meu ser
Mas não te deixes enganar por uma louca
Doida, sedenta, pelos calafrios
Pelos arrepios
Que pelo meu corpo correram
Enquanto me saciavas luxuriantemente
Cada ânsia em mim ardente

Foi o teu apetite voraz
O teu sentido desnorteado
Foi a minha boémia mente
Foi tudo e foi nada
Que nos levou a consumirmo-nos insaciavelmente
Naquela noite de aleatória poesia convergente

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quero-te

Tudo arde e se enchama em mim 
Cada linha do meu corpo chora 
Pede, súplica por um toque teu 
O sangue corre-me freneticamente 
Tudo em mim enlouqueceu

Respiro sede e expiro desejo 
Cada batimento do meu coração 
É uma onda de arrepios que chamam somente por ti 
Que chamam sem noção 
Que imploram sem fim

A razão desinstalou-se do meu ser 
A lógica já não me habita 
A única certeza que tenho veemente
É que quero que de mim te apoderes 
Loucamente, fogosamente e ardentemente 

Sou tua e tu és meu 
Na entrega nos unimos 
No enlace nos formamos 
Somos amantes anónimos 
Enquanto queiramos

Imploro pelo conjunto pecado 
Que ambos podemos realizar 
Clamo por um corporal dançado 
Floreado de atração e amar


Misturemos os nossos aromas 
Exploremos os nossos recantos
Transborda-me de idiomas
Que só eu e tu partilhamos
Nos nossos luxuriantes encantos

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sou caducifólia

Olhares perdidos pela janela
Brisas que sopram os meus pensamentos
Visões, recordações, memórias
Tudo isso varrido pelos ventos

Sítios que passo
Laços que desfaço
Alma que grita
Que mais aqui não fica!

Frágeis pétalas de mim
Caem timidamente ao redor
Por onde caminho, as espalho
Para que as ruas saibam o que valho

Perpétuas são as sementes que deixo
Planto-as em tudo o que amo
E até naquilo que não amo
Quiçá por falta delas em mim própria

Desconheço o rumo para o qual me dirijo
Peregrino desesperançosamente
Paradoxalmente esperando
Que a meta seja de júbilo intempestivamente

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Anoiteceres que (re)nascem


Existem flores que ainda não descobriram
Que o seu desabrochar está breve
Ao somente existirem inspiram
E tornam a própria existência de outrens mais leve

Existem almas que deixam rastos de aromas
São eles feitos de amor, iluminação, delicadeza
Existem gestos e acções carregados de sintomas
De trágicas índoles cheias de grandeza

Poderá coração perturbado
Ser de tal forma inspirado
Ingenuamente acarinhado
Por existências inesperadas
Em sítios de grande alvorada?

Explosões de gratitude rebentam dentro do meu ser
Mal ele sabe que o seu espírito introvertidamente doce
Libertaram em mim espasmos de criatividade, desejos de viver
Após uma longa luta... Renascer!

Ao Li.
(desenhos da sua autoria)


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

(Revira) Volta

  É inevitável: eu amo mais aos outros que a mim própria.
  Numa tentativa de me afastar duma pessoa possivelmente tóxica para mim e para a minha felicidade, sou confrontada com um desejo profundo de a ajudar, de a auxiliar, de a reamar. Sou mares de carinho e de esperanças forçosamente renovadas. Sou espelho de almas quebradas, enfermeira voluntária dos seus cacos. Sou auto-doação de apoio, ombro. Talvez por tantas vezes ter caminhado à deriva perdida, por também eu própria ser imperfeita e quebrada... Talvez seja por isso que em mim reside uma necessidade melancólica de a todos amar.
  Contudo (!) deparo-me com a existência de reações e comentários alheios, muitas vezes mal-vindos. Se calhar devia saber o meu lugar, conhecer a minha posição. Não interferir na maneira como a vida decorre e deixar cada coisa e cada qual em seu sítio. Não é a minha natureza, no entanto. Nasci para sentir tudo fortemente. Inclusive e principalmente o amor. E eu amo-te.
  O meu maior desejo é a tua felicidade. A minha maior esperança é que decidas ajudar-te e que faças escolhas saudáveis para ti. O meu pedido aos ventos é que eles te tragam de novo para os meus braços. E que as nossas mãos voltem novamente a dançar harmoniosamente acompanhadas da doce melodia dos nossos risos.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Solidão desmedida

Foste para Londres. Foste para Longe.
Sou apanhada de rompante, chocada, conturbada. Sou avisada sem carinho, sem alento, sem tento.
Sou um mero acaso, um pedaço de coisa insignificante. Especial e chegada sem o ser. Fui recosto, porto de abrigo. Fui fonte de abraços, de amor, apoio incondicional. Beijos calorosos, sorrisos confortáveis e gargalhadas leves. Fui espelho de alma, fui tudo. Ao meu ver, fui-te tudo.
Sem sombra de dúvida, sou das quem mais te quer, das quem mais te ama. Sou tua irmã, tua mãe, tu amiga sem fronteiras. O meu coração e admiração por ti se expandiram mil vezes.
[MAS]
São frequentes ilusões e sonhos imaginários os cenários e sentimentos que construímos nas nossas cabeças. Sobre ti e por ti sonhei e acreditei. Amei-te e preocupei-me. Por ti, vivi. Por ti, não morri.
Longe voou o tempo em que me abrias os braços. Talvez nunca tenha existido de verdade. Talvez eu tenha sido uma distracção, uma conformidade, um "dá-jeito". Talvez... Talvez... Talvez...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

As melhores coisas acontecem por acaso












O dia termina e tu não estás
Foram carícias e beijos trocados
Que alimentaram algo dentro de mim
Que nem sabia que existia

Foram palavras soltas e risos sinceros
Mãos dançantes e tempo atemporal
Ternura calorosa e saciação de desejos
Laços de almas contados e desnudados

O céu cai
A maresia que vem é fria
E tu não estás
Mas, já, em mim uma parte tua habita

E encho-me de uma amenidade quente.



terça-feira, 14 de julho de 2015

Miscelânea de pensamentos soltos

Ninguém me pode perder, sendo que já estou perdida.




A partir do momento em que alguém teve algum impacto na minha vida, para sempre em mim habitarão. É-me inevitável.




Somos almas rotas, por aí deixando rastos de amor indesejados.




Fonte inesgotável de força e de brandura. Abraço e colo que perdura. Embora a vida dela seja dura.




Índole dançante, pelo vento levada de rompante.




Natureza selvagem, carismática; contudo, sublime, delicada.




Risada leve e acolhedora. Olhar tristemente doce. Conhece as agonias da amargura da vida. E como tal, tenta diminuí-las aos demais.




Alma espelho de um cemitério de flores. Tenta, desesperadamente, regá-la. Ressuscitá-la. 




Mente de fel, explosiva, outrora destrutiva e tóxica. Coração de mel, luta por harmonia, agora aliado e empenhado no alcance da serenidade.




A chuva não pára. Os raios tudo fazem estremecer. A tempestade é abismal. Toda a sua alma assemelha-se a um relatório de meteorologia. A atmosfera carrega-se de nostalgia.

Dores internas interiores



Sofro para dentro
E recolho-me nos mais profundos recantos do meu interior
Pois em tantas vezes que me escapou a dor para o exterior
Em nada fui ouvida, em nada fui acreditada
Em nada fui auxiliada, em nada fui acarinhada

Todos as mágoas guardo
Todo o peso carrego
Sou sozinha, sou alma continuamente lutadora
Sou dor, sou lágrimas, sou soluço

Sou menos merecedora que os outros
De ter as minhas dores acolhidas
De as ter compreendidas
Sou pano velho rasgado
De quem muitos alguéns se desfizeram

Sou saco de porrada
Sou mulher da noite desesperançosa
Sou filha sem ser
Sou o mundo e sou o universo

Sofro. Para dentro. Por dentro. Dói-me. Fisicamente. Psicologicamente.
Sofro calada. Sofro parada. Sofro escondida. Sofro mascarada.
São dores internas e interiores as que trago. São velhas e algumas recentes. São frágeis e algumas fortes. Foram machucadas e algumas negligenciadas. Mas vivo. E resisto. E estou de pé. E o vento não me abate. E a chuva limpa-me a alma. Limpa-me a cara. E o céu abrirá. O sol virá. Os raios em mim penetrarão. E todas as dores se irão...

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Divagações

  "Quando começo uma linha de pensamento tenho sempre tendência a segui-la como a imagino e estende-se..." - confessou-me um amigo.


  Que infinidade terão os nossos pensamentos? E em comparação... Que limites tem a vida de cada um de nós? Dois elementos com durabilidades e extensões diferentes. Que por vezes entram em conflito, em confronto direto.
  O enorme prazer que se retira das divagações é que estas são capazes de nos levar a nenhuma conclusão, assim como a várias. Levam-nos a viajar, a revisitar, a sentir, a chorar, a sorrir. Despem-nos a alma e retiram cada camada com todo o cuidado possível. Cada detalhe, cada diferença conta. E por todos esses caminhos por onde nos levam as divagações, perdemo-nos e encontramos quem somos, algures, de novo.
  Refletimos, cismamos, partilhamos, concebemos, criamos. Somos, existimos, crescemos. Amamos, odiamos, revoltamo-nos. Explodimos, confundimo-nos, elucidamo-nos. E por fim... A paz. A calma. A solenidade e a plenitude.
  São estas viagens pelos recantos da nossa mente, que nos constroem, que nos unem, que nos edificam.
  As divagações da alma são o combustível necessário à vida humana.



Devaneios



Olha onde estás agora
Respira fundo, procede
Nada há para além daquilo que já foi
Daquilo que magoou

São empurrões violentos
Aqueles que as circunstâncias da vida dão
Pedaço de coisa rasgada em reconstrução
Tornam-se as nossas almas em vão

O céu tão depressa chora
Como uma moça cora
Às indulgências inocentes
Dos ingénuos crentes

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Paixões violentas conspiratórias

Na minha loucura reside o medo.
Ambos se alimentam fogosamente um do outro e ambos conspiram contra a minha sanidade.

Desesperos passados

Ninguém sabe, ninguém sabe, ninguém sabe
Que me faltam as palavras de tal magnitude tenebrosas que bonitas se tornam
Para descrever a tão enorme não-vontade momentânea que tenho de viver

Fragmentos meus


  • Para quem aprecia arte, humor, flores, ativismo e paradoxos graciosos


          http://madeofnothingmadeofeverything.tumblr.com/





Rasgos de pensamentos

Vagas horas cobertas
Laços rotos permanentemente
Tudo quanto em mim despertas
Acorda o que em mim estava dormente

Sopros subtis extasiantes
Melodias despropositadas
Todos os sentidos acordam
Nas almas desmaiadas

A morte veio e permaneceu
Companheira indesejada
Venho existindo insignificantemente
Algures no passado fiquei abandonada

Sou saia dançante
Voo como folhas secas de outono
Habita em mim um murmúrio gritante
Para que me levem durante o sono

Mas o sol impõe-se
E as marés mudam
Só para que me lembre
Que apesar de perdida
Não fui vencida

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Habitantes indesejados

 







  Que ténues linhas de sol eram aquelas que entravam pela janela? Divididos em vários devido a cada gotícula de chuva que ali se acumulara, os raios cintilavam e dançavam entre si. Era como se tivessem encontrado perfeita harmonia e plenitude, depois do que tinha sido a maior tempestade de sempre. Houveram tantos cinzentos e amargos dias, que Eliza tinha-se esquecido do que era o sol. O caloroso e convidativo sol. Não que ela não gostasse de chuva e dos relâmpagos - ah, e os dois juntos! - o quanto a deixavam elétrica, num êxtase dormente!
  Eliza achava que tal como o céu em dia de tempestade, também a sua alma chorava, regava e transbordava de tudo. Ventos rajavam dentro do seu íntimo e trovoadas rugiam passando despercebidas na multidão muda e surda que a cercava todos os dias. Por isso, sempre que podia, refugiava-se na sua pequena casinha no bosque. Lá, só, podia deixar que as suas turbulências interiores ecoassem pela casa, pela floresta do lado e pelo tempo. Tinha uma certa ingénua esperança que alguém, por acaso, passasse e ouvisse: "Eu toda sou contradições e incertezas. Sou os porquês e os e ses. Não sei se de mim tento tudo ser ou tudo fazer. Não sei que leves brisas tem a vida, nem que marés calmas tem o mar. Venho dos tornados, das cheias, das tempestades. Não me decido entre o frio da neve fresca de manhã e o calor irradiante da areia. Sou indecisa até nas indecisões. Mas quero tanto que me desvendem. Ainda que eu própria não me tenha desvendado." Era um grito surdo, abafado e escondido pelo seu gentil e doce sorriso, acolhedor olhar e gracioso andar.
  Eliza era simples e complicada. E imagine-se ser-se os dois ao mesmo tempo... Conseguia ser a personificação da antítese a todos os momentos. Ora achava que o maior dilema do universo era o facto do seu gato Gengibre se comportar como um cão, ora se punha a cismar no posicionamento das estrelas e se tal como as constelações, estaríamos destinados a ter um propósito. Ora lhe apetecia dançar à chuva no meio da rua até que cada mágoa abandonasse o seu corpo, ora caminhava cabisbaixa e com o maior dos desejos de fugir, apenas fugir. Ora se arranjava como se do seu casamento se tratasse, ora vestia a primeira coisa que lhe vinha à mão e ia sujar-se para o seu jardim.     Era nas suas flores, couves e maçãs que Eliza encontrava o pouco de plenitude que ela achava que havia neste mundo de loucos. Cuidava e tratava do que semeava com toda a afeição. Como as rosas e as camélias eram a sua única companhia, Eliza falava-lhes. Antes de sair de casa, certificava-se sempre de verificar se estas se encontravam bem e despedia-se. Para falar a verdade, Eliza sempre teve um gosto especial em amizades botânicas desde que em pequenina leu O Princepezinho.
 
Dos animais também era grande amiga e sempre que podia recolhia animais que encontrava abandonados. Fora assim que tinha conhecido Gengibre. Estava um dia tão intenso de chuva e trovoada, que tudo se tornara da cor acinzentada - as ruas, as pessoas, os carros, os pássaros... Mas ao chegar a casa, Eliza reparou que no seu tapete de entrada dormia uma bola fofinha de pêlo e ternura, tão laranja, que os seus olhos até tiveram dificuldade ao ajustar-se. O gatinho foi desde aquele momento tão carinhoso, tão carismático, que Eliza ficou com ele permanentemente. Fazia-lhe lembrar que até nos dias mais escuros, é possível avistar-se um bocadinho de cor.
  Gengibre rapidamente passou a amar as rosas e as camélias de Eliza, assim como o constante cheiro de cozinhados na casa, as meias que ela deixava perdidas em todo o lado e o aroma forte da sua água de alfazema.
  Com tão pouco algo lhe arrancava sorrisos, mas com tanta rapidez ela voltava ao seu constante estado melancólico. A melancolia era um sentimento que a acompanhava há tanto tempo, que se havia tornado o seu estado de alma. Quando algo vive connosco durante uma quantidade considerável de tempo, torna-se de certa forma um companheiro nosso. Eliza e a melancolia eram companheiras há tantos anos, que tinham formado uma espécie de amizade, obsessão e dependência bastante particulares. Reconheciam-se e aceitavam-se. Mas naquele dia, Eliza vislumbrou os rastos de sol, as alegrias puras da sua luz... E a partir daí, dia após dia, Eliza foi-se afastando da sua amiga de longa data.
  Tudo começou com uma bicicleta. A sua. Haviam dias em que Eliza preferia deslocar-se ao trabalho a pé: parecia-lhe que entrava em contacto mais profundo com a terra. Contudo haviam dias que a trovoada dentro de si era tão vigorosa, que ela sentia que apenas pedalando e pedalando, era a única forma para que alguns dos seus tormentos para trás ficassem. Com ela levava embrulhado um bolo que fizera cedinho, um bloco de notas e a sua leitura atual. Com a pressa de afogar as suas mágoas, pedalava tão furiosamente que nem se deu conta que estava a ir de encontro a outro ciclista. Aconteceu tudo tão rápido que ao levantar-se do chão, apanhar o que deixara cair e retomar o seu caminho; nem se tinha apercebido que tinha trocado as suas coisas pelas do rapaz com quem embatera.