
Que infinidade terão os nossos pensamentos? E em comparação... Que limites tem a vida de cada um de nós? Dois elementos com durabilidades e extensões diferentes. Que por vezes entram em conflito, em confronto direto.
O enorme prazer que se retira das divagações é que estas são capazes de nos levar a nenhuma conclusão, assim como a várias. Levam-nos a viajar, a revisitar, a sentir, a chorar, a sorrir. Despem-nos a alma e retiram cada camada com todo o cuidado possível. Cada detalhe, cada diferença conta. E por todos esses caminhos por onde nos levam as divagações, perdemo-nos e encontramos quem somos, algures, de novo.
Refletimos, cismamos, partilhamos, concebemos, criamos. Somos, existimos, crescemos. Amamos, odiamos, revoltamo-nos. Explodimos, confundimo-nos, elucidamo-nos. E por fim... A paz. A calma. A solenidade e a plenitude.
São estas viagens pelos recantos da nossa mente, que nos constroem, que nos unem, que nos edificam.
As divagações da alma são o combustível necessário à vida humana.
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